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Tecnologia e inovação

Rota 2030 e Lei do Bem são apresentadas na FIEMG

Evento foi uma parceria entre FIEMG, SINDIPEÇAS, KPMG, FINEP e MCTIC

Por Denise Lucas

11/10/2018 10:33:44

 Atualizado em - 15/10/2018 15:14:30

Rota 2030 e Lei do Bem são apresentadas na FIEMG

/ Foto: Sebastião Jacinto Junior

“O setor automotivo está usando, cada vez mais, tecnologias importadas”, comentou Fabio Sacioto, diretor regional do SINDIPEÇAS e Financeiro da FIEMG, na abertura do evento Rota 2030 e Lei do Bem - Workshop de inovação tecnológica. O encontro, que foi realizado no dia 10/10 na sede da FIEMG, foi uma parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, as Federações das Indústrias de Minas Gerais – FIEMG e São Paulo – FIESP e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

“Para continuarmos sendo protagonistas no setor, assim como fizemos no passado com o Flex Etanol, é essencial fomentar a pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Caso contrário, passaremos a ser meros montadores de tecnologias de outros países”, afirmou Sacioto, lembrando que o custo Brasil e os vários impostos ocultos na teia tributária brasileira precisam ser compensados. “A Rota 2030 e a Lei do Bem estão ajudando a minimizar essa diferença tecnológica entre o Brasil e os países mais desenvolvidos”, pontuou. 

Valentino Rizzioli, presidente da Câmara Automotiva e do Conselho de Tecnologia e Inovação da FIEMG, comentou que a Rota 2030 é o futuro do setor automotivo do país. “As empresas precisam ser mais modernas e investirem em projetos de inovação e tecnologia. Para isso, a FIEMG disponibiliza mecanismos para auxiliá-las a percorrer esse caminho”, afirmou.

Lei do Bem – Criada com o intuito de conceder incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizam Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação Tecnológica (PD&I), a Lei 11.196/05, também conhecida como Lei do Bem, foi apresentada durante o encontro. “O incentivo vindo de política pública oferece recursos que, muitas vezes, são subsidiados com taxas mais baixas”, afirmou Oswaldo Massambani, superintendente de Inovação da FINEP. “Quando as indústrias investem em projetos tecnológicos, além de ser um desafio, é também um grande risco”, comentou. “A Lei do Bem é uma ferramenta do governo que, por meio de incentivos fiscais, assume junto com o empresário esse risco”, afirmou lembrando que todos saem ganhando: a indústria, que fica mais competitiva, e o país, com o aumento da geração de empregos.

Abaixo, Oswaldo Massambani comenta a importância do financiamento público para o desenvolvimento tecnológico do setor industrial. Confira: 

Rota 2030 – O programa, que terá a duração de 15 anos, tem comoponto principal  o incentivo tributário para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Para Dan Ioschpe, presidente dos Conselhos do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, o Rota 2030 é um regimento moderno e de classe mundial que procura alinhar as práticas brasileiras com países que são referência em inovação em toda a cadeia produtiva automobilística. “É um instrumento para desenvolver novos produtos e aumentar a competitividade”, afirmou.

Gábor Deáks, assessor executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, pontuou que o programa busca diminuir os gaps em relação ao mercado mundial. “Isso só será possível com o aprimoramento de nossas tecnologias e produtos”, ressaltou. Para Deáks, estamos vivenciando um momento de megatendências tecnológicas, com a impressão 3D, neurociência avançada e automação. “A indústria brasileira precisa estar preparada para isso. Os processos industriais também estão mudando e a manufatura 4.0 é um desafio”, reflete o gestor. O Rota 2030 é dividido em cinco ciclos e seis grupos de trabalho: estrutura da cadeia de fornecedores, pesquisa e desenvolvimento, eficiência energética, segurança veicular, projetos de investimentos e novas tecnologias, estrutura de custos e competitividade , eletro-mobilidade.

Novo Marco Legal – O programa que tem como objetivo criar um ambiente mais favorável à pesquisa, desenvolvimento e inovação nas universidades, nos institutos públicos e nas empresas. “Tradicionalmente, a relação entre academia e indústria é difícil”, comentou Jorge Mário Campagnolo, diretor do Departamento de Políticas e Programas de Apoio a Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTIC. “Se a legislação é amarrada, isso piora a relação e o Novo Marco Legal tem o intuito de dar segurança jurídica para que o empresário possa trabalhar com os pesquisadores”, afirma Campagnolo. O diretor conta que o objetivo não é reduzir carga tributária e sim apoiar atividades com riscos tecnológicos.

O Novo Marco Legal atua por meio da alteração das leis de Inovação, das Fundações de Apoio, de Licitações, de Regime Diferenciado de Contratações Públicas, do Magistério Federal, do Estrangeiro, de Importações de Bens para Pesquisa, de Isenções de Importações e das Contratações Temporárias. “Uma empresa que investe em P, I&D, é mais competitiva, gera mais lucros”, ressalta Campagnolo.