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Defesa da Indústria

Pacto por Minas

Confira artigo do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, publicado no jornal Estado de Minas

Por Flávio Roscoe

09/05/2019 16:42:05

 Atualizado em - 09/05/2019 16:42:05

Pacto por Minas

Minas Gerais está unido para defender seus interesses legítimos e superar o cenário de caos no campo da economia e do desenvolvimento social, potencializado negativamente pela paralisação parcial da mineração no estado. Nesta segunda-feira, lançamos o Plano de Investimentos – Pacto por Minas, que mobiliza os mineiros por meio de suas lideranças empresariais e políticas. É uma proposta suprapartidária, cujo único compromisso é com os interesses de Minas e o seu povo.

De fato, a interrupção da atividade minerária atingiu em cheio as esperanças de retomada consistente do crescimento econômico de Minas Gerais. Na virada do ano, a projeção era de 3,3% para o crescimento do PIB do estado. Hoje, três meses depois, se nada for feito, corremos o risco de amargar um crescimento negativo da ordem de 4,4% e a perda de 104 mil empregos, considerando apenas o setor da mineração. Computando os impactos sobre toda a cadeia produtiva, serão perdidos mais de 850 mil empregos.

Isso não pode e, se depender da sociedade mineira, não vai acontecer. O Plano de Investimentos – Pacto por Minas nasce exatamente para nortear ações que as lideranças mineiras vão desenvolver a partir de agora, visando devolver ao estado a sua capacidade de crescer de forma sustentada e duradoura. A proposta está estruturada em cinco grandes eixos de atuação – infraestrutura, energia, habitação, saneamento básico e saúde. No total, são 28 projetos e investimentos de R$ 44,6 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões originados do setor público e R$ 24 bilhões alocados pela iniciativa privada. O importante é que o caráter estruturante dos projetos selecionados garante, por meio de ações sinérgicas nas diversas cadeias produtivas impactadas, que eles gerem mais e mais crescimento econômico e desenvolvimento social.

Elaborada pelo Conselho de Infraestrutura da FIEMG, a proposta inclui projetos pelos quais Minas Gerais e os mineiros esperam há muito tempo – anos e, em muitos casos, décadas. Entre eles, destaca-se a duplicação da BR-381, via de grande importância econômica, pelo fato de interligar o Vale do Aço a todo o país – e importante também do ponto de vista social, pois, em razão de suas precariedades atuais, é geradora de um grande número de acidentes com mortes. As obras para o alargamento de três viadutos do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, que aliviam significativamente o fluxo do trânsito, e a construção de novos ramais do metrô da capital são igualmente prioritárias e se arrastam por décadas. Na verdade, pelas características dos seus projetos, o Plano de Investimentos – Pacto por Minas contempla todas as regiões do estado, incluindo ações de alta relevância social, como o “Minha Casa, Minha Vida”.

Como muito bem lembrou o senador Antonio Anastasia, o mais importante é que os projetos selecionados são bons para Minas e para o Brasil, estão prontos, são factíveis e não exigem grandes desembolsos do governo federal. Tudo que esses projetos mais precisam é de atenção prioritária, no sentido de estruturar propostas de concessão à iniciativa privada – rodovias, por exemplo –, liberação de empréstimos e licenciamentos eventualmente necessários. Trata-se de pontos importantes, pois deixam muito claro que os pleitos de Minas não representam grandes pressões financeiras sobre o governo federal.

Neste momento, a palavra está com a bancada de parlamentares mineiros na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O próximo passo será a elaboração de uma agenda objetiva de apresentação das propostas de Minas Gerais aos ministros com os quais existam interfaces, com o objetivo de estabelecer um cronograma de execução do projeto no período de 2019/2025. Para isso, contamos com o fundamental apoio do deputado Diego Andrade, coordenador da bancada federal de Minas Gerais no Congresso Nacional e defensor de primeira ordem do Pacto por Minas e do programa de investimentos lançado.

Minas não reivindica benesses nem pleiteia favores – apenas exige que seja reconhecida a sua contribuição ao desenvolvimento nacional ao longo da história. A atividade mineradora realizada no estado ao longo dos séculos foi responsável, por décadas, pelo saldo na balança comercial brasileira e continua sendo de extrema relevância. Minas Gerais tem a segunda maior população do país e o segundo maior colégio eleitoral brasileiro. Com a mobilização da sociedade mineira, a liderança do governador Romeu Zema e do deputado Diego Andrade, bem como o apoio decisivo da nossa bancada parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senador Federal, o Plano de Investimentos – Pacto por Minas certamente cumprirá seus objetivos. Minas e os mineiros não abrem mão.

 

“Minas exige reconhecimento da sua contribuição ao desenvolvimento nacional ao longo da história.”